Ninguém podia acreditar que Shizei foi derrotada tão facilmente. Depois de alguns segundos de silêncio, Yami perguntou “Como isso pode acontecer? Ele só agitou a espada no ar! Ela é tão poderosa assim?”
Clym se aproximou, dizendo com um sorriso “É, essa espada é bem poderosa, não é? Aliás, ainda não nos conhecemos.” Disse ao e aproximar de Wikke.
- Meu nome é Wikke. Eu estava preso no espelho de Shizei, que é uma subordinada de Yoghotamma. Ela me obrigava a segui-la como se fosse minha mestra. Estava esperando o momento certo para escapar e arrumar um jeito de destruir Yoghotamma, e finalmente essa hora chegou.
- Que bom – disse Clym – porque estamos indo agora mesmo fazer isso.
Os outros não sabiam ainda se podiam confiar nele. Mas Wikke sabia um bocado de coisas que poderia ajudá-los.
Winca disse, antes de todos “Você gostaria de se juntar a nós na derrota de Yoghotamma?”
Wikke parecia não ter acreditado no que acabara de ouvir, seus olhos brilhavam. “Mas é claro! Seria ótimo! Lutar ao lado dos amigos...”
Zaluth, Selenya e Onorc ainda estavam desconfiados. Mas por hora preferiam esperar e ver o que ia acontecer.
Clym disse “Pessoal, tenho uma favor a pedir. Gostaria de lutar sozinho com Yoghotamma. Daquela vez, eu pensei ter conseguido destruí-lo para sempre, mas vi que estava errado. Agora, eu gostaria de conseguir fazer isso sozinho.”
- Ficou maluco? Você tem noção do poder de Yoghotamma? – disse Onorc
- E você tem noção do poder dessa espada? – disse Clym – Eu consegui derrotá-lo sozinho da última vez. Posso fazer de novo dessa.
- Eu confio em você, Clym – disse Slayer – eu sei que você pode vencer. Por favor pessoal, dêem uma chance a ele.
Mesmo contra a vontade, eles assentiram. Ficaram observando por trás das rochas enquanto Clym partia sozinho. Mesmo que ele quisesse lutar só, se algo acontecesse, eles teriam que interferir.
Ao chegar perto da vila, Clym tem uma visão horrível. Pessoas mortas. Todas as pessoas da vila estavam mortas. Despedaçadas, sangue por toda a parte. Yoghotamma estava lá, e ao avistar Clym, nem pôde acreditar que ele estava lá.
- Olá, Yoghotamma. Quanto tempo, não é? Achei que você estava morto, mas pelo visto meu trabalho estava inacabado. Vamos acabar isso hoje. E para sempre. – Clym estava furioso. Por todas aquelas pessoas que tinham morrido lá. Por toda a crueldade de Yoghotamma.
Mas o demônio apenas sorriu. “Quanto tempo, Clym. Achei que Shizei tinha guardado bem a chave, mas ela falhou. Pensa em me derrotar como fez da última vez? Venha!!”
Clym brilhou. E de sua aura, uma explosão de mana pura se expandiu por toda parte, chegando até as montanhas onde os outros estavam escondidos.
- O que é isso? – perguntou Selenya.
- Esse é o verdadeiro poder da Akkisatsu. Um poder absurdo. Diz a lenda que a Akkisatsu pertenceu a uma deusa. Mas não sei se isso é verdade. Nem o Clym sabe. Mas o fato é que essa espada pode derrotar Yoghotamma com um só golpe.
De fato Clym estava realmente com um poder absurdo. Até mesmo Yoghotamma estremeceu só de sentir tamanho poder.
Clym correu na direção de Yoghotamma em uma velocidade maior ainda que a de Shizei, e atingindo Yoghotamma com uma força ainda maior que a de Slayer. Yoghotamma bloqueou o ataque, mas usando todas as forças. Ele sabia que agora estava realmente correndo perigo. Com aquela espada nas mãos, Clym era realmente uma ameaça.
- Clym, seu maldito! Dessa vez será diferente. Dessa vez não vou deixar que você vença. – principalmente porque preparei uma pequena surpresa para o caso de alguma coisa desse tipo acontecer, pensou ele.
Continua...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
4.3 - A luta
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
4.2 - A derrota de Shizei
Eles sabiam que não poderiam fugir dela facilmente, mas também não podiam bater em retirada. Tinham que derrotá-la, mas não faziam idéia de como. Bastava ela apontar o espelho para eles e seriam sugados para aquela dimensão novamente. Mas o que não sabiam é que existia um ponto fraco no espelho dela. No momento em que algo era mandado para o espelho, as portas da dimensão eram abertas, para que houvesse uma passagem do mundo exterior para dentro do espelho. Mas se as portas estavam abertas, isso significa que também há a passagem do mundo do espelho para o mundo exterior. E era esse momento que Wikke estava esperando. Shizei tem Winca na mira e se prepara para mandá-la para a morte. Mas no momento exato da abertura do portal, em vez de Winca ser mandada para a outra dimensão, Wikke sai do espelho. Tudo numa fração de segundo. Shizei, sem entender nada diz “Wikke! O que está fazendo aqui fora? Você deve permanecer lá dentro!”
Wikke disse com um sorriso “Perdão Shizei, mas achei que devia vir para ajudar um pouco. Afinal, não se pode subestimar esse tipo, não é? Eu ajudarei você a pegá-los.”
- Não preciso de ajuda, Wikke. Agora volte. – disse Shizei
- Desculpe Shizei. Mas não posso mais esperar. A hora chegou.
Repentinamente, num movimento mais rápido que os olhos, ele se vira e dá um chute no espelho, fazendo-o voar a metros de distância, e antes que ela pudesse reagir ou falar, num chute mais rápido ainda ele lhe acerta outro chute, fazendo com que ela seja lançada na direção oposta.
Dessa vez, ninguém entendeu nada. Por que ele estaria contra sua mestra? Todos observavam sem entender nada. E Shizei, que estava irritada por não ter conseguido capturá-los antes, agora estava furiosa. Muito furiosa. “WIKKE!! O QUE SIGNIFICA ISSO??”
Num sorriso vitorioso, ele disse “Desculpe Shizei, mas você não pode mais ser minha mestra. Digamos que houve uma... mudança de planos.” Então se dirigindo aos outros, disse “O que estão esperando para atacar? Sem o espelho ela fica indefesa!”
Ninguém estava entendendo nada, mas sabiam que não podiam perder tempo. Estavam em dúvida. Mas não podia ser uma cilada. Aquele golpe tinha sido de verdade. Ela estava ferida. Sem hesitar mais, todos partiram na direção de Shizei. Mas ela era rápida. Num piscar de olhos, se esquivou de todos os ataques, correndo desesperadamente na direção de Wikke. Wikke sabia que sem o espelho ela estaria perdida. Mas também sabia que se ela vencese, ele estaria morto. Aquele espelho era muito pesado. Ele mal conseguia erguê-lo. Shizei estava perto. Um Risco de luz passou a milímetros e distância da cabeça de Shizei. Uma flecha de Winca. No momento em que Shizei parou para ver o que tinha passado por ela, Selenya e Zaluth avançavam com suas foices. Mas erraram, sendo logo seguidos por Slayer, Yami e Onorc. Eles também erraram. Afinal, Shizei não era tão indefesa assim. Ela tinha uma velocidade impressionante. Tentavam mantê-la o mais longe possível do espelho, mas ela se aproximava mais e mais. Wikke não tinha força suficiente para carregar o espelho. Apenas Shizei tinha. E ela estava prestes a alcançar o espelho, quando uma espada passou voando por sua cabeça, caindo aos pés de Wikke. Foi Clym que jogou a espada, gritando “Use a espada, rápido!!”
Wikke não pensou duas vezes, afinal, era a vida dele que estava arriscando. Não possuía experiência com espadas, mas não havia outra opção. Só teve tempo de avistar Shizei se aproximando gritando “Você vai pagar, Wikke!!!” antes de brandir a espada. Uma luz fortíssima piscou na lâmina da espada, e Shizei foi cortada ao meio. Caiu morta no chão. O espelho conseqüentemente se quebrou também, pois sem sua dona, ele não poderia existir.
Continua...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
4.1 - Clym Wister
Eles chegaram a uma casa simples de madeira. Slayer bateu à porta, e dela saiu um jovem que aparentava ter uns catorze anos. Yami perguntou “Como ele pode ser tão jovem, se isso que aconteceu deve ter sido há tanto tempo?”
Slayer disse “É porque o tempo aqui passa de uma forma diferente. Ele passa muito mais devagar.”
Clym disse “Então, o que os traz aqui, depois de tanto tempo, Slayer?”
- Estamos aqui porque Yoghotamma voltou. E precisamos de você para destruí-lo.
- Ah, ele conseguiu se libertar então... sabia que uma hora isso aconteceria, afinal, o selo não duraria para sempre. Bom, então, terei q usá-la novamente... queria que esse dia nunca chegasse... – disse ele, num suspiro.
- Exato – disse Slayer.
- Bom, então, temos que ser rápidos. Creio que já tenha contado a eles sobre a minha arma, certo? Eu já vou pegá-la e vamos partir logo.
Os cinco estranharam. Acharam que uma arma como aquela estaria em algum lugar secreto, ou algo do tipo. E não em uma casa como aquela. Ao perguntarem aquilo a Slayer, ele disse “Nesse mundo não há esse tipo de problema. Aqui é um lugar pacífico, então não há a necessidade de ter esse tipo de cuidado. Vamos entrando também.“
Os seis entraram, e viram Clym trazendo uma espada. Mas parecia ser apenas uma espada comum, sem nada de especial. Sabiam muito bem que as aparências enganavam, mas tinham pensado em algo mais... poderoso.
- Essa é a espada que pode destruir Yoghotamma, a Akkisatsu. Mas sem enrolações agora, temos que nos apressar. Peguem a chave e vamos sair logo daqui.
Com a chave em mão, estavam prestes a voltar para seu mundo, os corações batendo forte de ansiedade. Slayer pegou a chave e simplesmente girou-a no ar, como se estivesse abrindo uma fechadura. Uma porta de luz apareceu do nada, muito brilhante. Slayer abriu a porta, e do outro lado os outros viram o mundo de onde vieram. Então era só girar a chave em qualquer lugar que estivesse que a porta seria aberta. Sem mais enrolações eles entraram logo e fecharam a porta, e Slayer deu a chave para que Clym guardasse. Eles estavam nas montanhas de Linzper, de onde podiam avistar a vila. E Yoghotamma também.
Uma força demoníaca é sentida por todos de repente. Uma força que já haviam sentido antes. A força de Shizei.
Todos olharam rapidamente à procura dela, e avistaram entre as rochas uma mulher segurando com seus quatro braços um espelho negro, e apesar de ter em sua face um olhar de ódio, ela disse suavemente “Dessa vez será diferente. Dessa vez não haverá tempo para correr.” Dizendo isso, apontou o espelho para eles, mas mais rapidamente ainda, eles se dispersaram, puxando Clym com eles. Onorc disse a Clym “Se econda, rápido! Não há tempo para explicar! Vá!”. Clym correu depressa para trás da vegetação. Shizei percebeu sua fuga, mas não tinha tempo para perder com ele. Ela queria os cinco seres alados que recebera como pagamento. E também queria Slayer. Com eles espalhados, ficaria muito mais difícil, mas era desse tipo de caçada que ela gostava. “Muito bem... assim será mais divertido matá-los.”
Continua...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
4.0 - Ideias Paralelas
-Não – Selenya se apressou
Eles não podiam dizer que eram anjos e arcanjos. Estavam trabalhando
O homem pareceu confuso com a pergunta, quase não acreditando no que ouvia, dizendo “Como vocês não sabem que lugar é esse? Ora, esse lugar é Hentora.”
- Hentora? – disse Slayer, espantado – Bom, obrigado, senhor, nós temos que ir agora – e puxou os outros com ele, indo para um lugar onde ninguém poderia ouvi-los.
Quando estavam longe o bastante, Slayer disse “Bem, creio que tenhamos que nos apresentar primeiro, afinal, estamos juntos nessa agora, não é?”
Depois de tudo explicado, Slayer, ao perceber que ninguém mais estava entendendo nada daquele lugar, ele disse “Deixem-me explicar. Esse lugar em que nós estamos não é mais o espelho daquela mulher demônio. Agora estamos em um outro mundo chamado Hentora. O Hentora é um mundo onde as forças dominantes são a Magia e a Tecnologia. Se vocês prestarem atenção, vão ver que estamos em um lugar parecido com a era feudal, porém, vejam todas essas construções. A magia desse mundo coexiste pacificamente com a tecnologia, é assim que o Hentora é. Eu estava lá para ajudar vocês porque fui enviado para dar um jeito no Yoghotamma. Sou o Anjo do Norte, e assim como eu, os Anjos do Sul, Leste e Oeste também foram enviados para suas respectivas áreas para patrulhar os demônios daqueles locais. Eu estava guardando a chave do Hentora, mas Yoghotamma conseguiu pegá-la de mim muito tempo atrás, e deve ter dado ela a Shizei. Isso porque ele não queria que ninguém entrasse nesse mundo, porque aqui em Hentora que existe uma pessoa que pode destruí-lo. É isso.”
Todos estavam atônitos. Então havia mais três demônios iguais a Yoghotamma? E também tinha alguém que poderia dar definitivamente um fim a Yoghotamma?
- E quem é essa pessoa? – perguntou Onorc.
- Essa pessoa é um humano, mas ele possui a habilidade de usar uma arma. Uma arma especial que somente ele pode usar. O nome dele é Clym Wister. E não sei que arma é essa, porque somente ele consegue usá-la.
- E por que não fizeram isso antes? – perguntou Zaluth.
- Porque Yoghotamma e Clym pertencem a mundos diferentes, e só ficamos sabendo da existência da chave quando Clym nos falou dela, mas então já era tarde demais, pois Yoghotamma conseguiu roubá-la. Mas agora que estamos aqui, podemos nos encontrar com Clym e depois voltar ao nosso mundo.
Post da Gabu
kisu da Gabu
editado por :Yami




