Eles chegaram a uma casa simples de madeira. Slayer bateu à porta, e dela saiu um jovem que aparentava ter uns catorze anos. Yami perguntou “Como ele pode ser tão jovem, se isso que aconteceu deve ter sido há tanto tempo?”
Slayer disse “É porque o tempo aqui passa de uma forma diferente. Ele passa muito mais devagar.”
Clym disse “Então, o que os traz aqui, depois de tanto tempo, Slayer?”
- Estamos aqui porque Yoghotamma voltou. E precisamos de você para destruí-lo.
- Ah, ele conseguiu se libertar então... sabia que uma hora isso aconteceria, afinal, o selo não duraria para sempre. Bom, então, terei q usá-la novamente... queria que esse dia nunca chegasse... – disse ele, num suspiro.
- Exato – disse Slayer.
- Bom, então, temos que ser rápidos. Creio que já tenha contado a eles sobre a minha arma, certo? Eu já vou pegá-la e vamos partir logo.
Os cinco estranharam. Acharam que uma arma como aquela estaria em algum lugar secreto, ou algo do tipo. E não em uma casa como aquela. Ao perguntarem aquilo a Slayer, ele disse “Nesse mundo não há esse tipo de problema. Aqui é um lugar pacífico, então não há a necessidade de ter esse tipo de cuidado. Vamos entrando também.“
Os seis entraram, e viram Clym trazendo uma espada. Mas parecia ser apenas uma espada comum, sem nada de especial. Sabiam muito bem que as aparências enganavam, mas tinham pensado em algo mais... poderoso.
- Essa é a espada que pode destruir Yoghotamma, a Akkisatsu. Mas sem enrolações agora, temos que nos apressar. Peguem a chave e vamos sair logo daqui.
Com a chave em mão, estavam prestes a voltar para seu mundo, os corações batendo forte de ansiedade. Slayer pegou a chave e simplesmente girou-a no ar, como se estivesse abrindo uma fechadura. Uma porta de luz apareceu do nada, muito brilhante. Slayer abriu a porta, e do outro lado os outros viram o mundo de onde vieram. Então era só girar a chave em qualquer lugar que estivesse que a porta seria aberta. Sem mais enrolações eles entraram logo e fecharam a porta, e Slayer deu a chave para que Clym guardasse. Eles estavam nas montanhas de Linzper, de onde podiam avistar a vila. E Yoghotamma também.
Uma força demoníaca é sentida por todos de repente. Uma força que já haviam sentido antes. A força de Shizei.
Todos olharam rapidamente à procura dela, e avistaram entre as rochas uma mulher segurando com seus quatro braços um espelho negro, e apesar de ter em sua face um olhar de ódio, ela disse suavemente “Dessa vez será diferente. Dessa vez não haverá tempo para correr.” Dizendo isso, apontou o espelho para eles, mas mais rapidamente ainda, eles se dispersaram, puxando Clym com eles. Onorc disse a Clym “Se econda, rápido! Não há tempo para explicar! Vá!”. Clym correu depressa para trás da vegetação. Shizei percebeu sua fuga, mas não tinha tempo para perder com ele. Ela queria os cinco seres alados que recebera como pagamento. E também queria Slayer. Com eles espalhados, ficaria muito mais difícil, mas era desse tipo de caçada que ela gostava. “Muito bem... assim será mais divertido matá-los.”
Continua...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
4.1 - Clym Wister
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