sábado, 27 de setembro de 2008

3.5 - Hentora

O que Shizei nem desconfiava era que, enquanto havia deixado Wikke fazer o favor de acabar com os arcanjos, a chave havia parado justamente ao lado de Yami e o libertara. O jovem demônio não havia concluído seu trabalho e os arcanjos possuíam a chave agora. Shizei sabia que havia jogado a chave em um canto de seu espelho, porém, nunca imaginou que havia jogado ao lado de um dos anjos que havia sugado para seu espelho.
W
ikke, na realidade, era um garoto demônio poderoso, que havia se cansado de receber ordens de Shizei e queria acabar com ela e com seus aliados. O jovem demônio sentou-se em uma pedra e fechou os olhos. “Yogohtamma, seu maldito. Deu a ela cinco arcanjos. Esses arcanjos têm mais poder do que vocês imaginam... Yogohtamma... Seu demônio idiota... Por que não sugou a energia desses arcanjos? Por que os deu de bandeja para Shizei juntamente com a chave que pode lhe destruir para sempre? Eles a encontraram, idiota. Agora seu fim está mais próximo do que imagina... Sua era nunca irá surgir... Porém, a minha... Será eterna!”. O garoto deu um breve sorriso e desapareceu.

Y
ami e os outros estavam sem rumo dentro da escuridão. A chave misteriosa estava servindo como uma lanterna para os seis arcanjos. Enquanto os arcanjos vagavam pelo espelho, Wikke conversava com Shizei.

- Mestra, eles foram para a parte superior do espelho. Acabei de vê-los vagando sem rumo.

- Obrigada Wikke. – diz Shizei e sai em disparada para o topo.

Outro pobre demônio ingênuo e idiota.”, pensava Wikke sorridente. Novamente, o jovem desapareceu.

- Yami, onde a gente ta? – pergunta Zaluth.

- Queria saber também... – responde.

R
epentinamente, Wikke aparece na frente deles. Todos os arcanjos ficam em posição de ataque. Não sabiam o que poderia acontecer.

- O que você veio fazer aqui, garoto? Terminar seu serviço? – pergunta Onorc

- Pelo contrário. – responde Wikke. – Vim ajuda-los a sair daqui.

- E o que você ganha com isso? – pergunta Selenya.

- Ganho amigos. – diz Wikke sorridente. Era a primeira vez que eles viram algum tipo de sentimento vindo do jovem demônio que ali estava.

Poderia ser uma cilada, porém, o que tinham a perder?

- Vamos aceitar a sua ajuda. – diz Yami.

- Que bom! – diz o garoto sorridente. Wikke aponta para a chave na mão de Yami. – Então vocês encontraram a chave de Yogohtamma?

- Sim. O que você sabe dela? – diz Slayer.

- Muitas coisas. Querem
usa-la? – pregunta o garoto, ainda sorridente.

- Como? –
pregunta Slayer, curioso.

O
s outros arcanjos não entendiam o motivo de Slayer estar ali e nem do que os dois estavam falando.

- Simple
s. – diz o jovem. – Só fazer isso.
O
jovem demônio faz um gesto e uma grande porta brilha diante dos arcanjos.

- Essa porta sempre se manteve trancada. Acho que a chave a abre.

S
layer pega a chave da mão de Yami, que o segura pelo pulso. Slayer olhou bem nos olhos de Yami e disse: “Confie
em mim.”. Yami
o soltou e Slayer abriu a grande porta. Toda aquela escuridão da dimensão do espelho desapareceu completamente, e foi substituída por um campo movimentado, todos olhando para eles. Eles haviam entrado no Hentora, o mundo que Yoghotamma havia proibido qualquer um de entrar.


Continua...

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