- Impossível. Ele foi destruído. Destruído! Nós vimos! Nós destruímos ele! - dizia Yami, pálido.
- Yami, lembra-se de quando eu lhe contei do meu sonho? Eu citei a você que eu nunca havia sonhado antes? Ou que aquele sonho era mais do que um pesadelo? Era praticamente real? - disse Zaluth, olhando nos olhos de Yami.
- Você me contou. E me disse também que no seu sonho, Yogohtamma havia voltado no corpo de alguém. Desconfiam de alguém?
Zaluth apontou para Senlith que está no chão.
- Mas como? - pergunta Winca para Zaluth.
- Eu não sei...
Zaluth, Winca e Yami ouvem um barulho estranho vindo da floresta e se dispensam por alguns segundos. Na hora em que viram, Senlith não estava mais lá. Sua fuga foi ágil, porém, ninguém sabia mais para onde Senlith poderia ter ido. Os arcanjos voltaram para casa com apenas uma certeza em mente: Yogohtamma havia voltado.
No dia seguinte, receberam a notícia de que todo o povoado havia se mudado para um vilarejo próximo e que tudo corria na mais perfeita ordem. Zaluth, Winca e Yami mal conseguiram dormir diante de todo o ocorrido. Todos os moradores da vila foram bem acolhidos e já estavam bem instalados no vilarejo. Era um vilarejo calmo, onde viviam alquimistas com pouca experiência e pouco conhecimento.
Senlith, ou melhor, Yogohtamma, apareceu na casa do Elder, que era o título que se dava à pessoa mais sábia da vila. Elder ficou surpreso por vê-lo lá tão cedo, ainda mais ele, que nunca lhe pediu nenhuma ajuda ou conselho.
- Senlith, o que faz aqui tão cedo? - perguntou o Elder
- Ora, caro Elder, só vim pedir que avisasse a todos da volta de Yogohtamma. E também me desculpar por ter pegado novamente esse pequeno corpo emprestado. Se resolver não me obedecer terei que dizimar este local também, e vocês dirão adeus à era dos alquimistas. - disse ironicamente, com os olhos brilhando vermelho como sangue.
Elder ainda não conseguia acreditar no que ouvia, estava confuso e apavorado.
- Vou lhe ajudar a acreditar - disse o demônio, envolvendo-o com sua presença sufocante, esmagadora. - Agora vá avisar ao resto desse vilarejo sobre minha chegada, e nem pensem em tentar me enganar, senão, não estarão mais aqui para ver o amanhã.
Elder, apavorado, foi imediatamente contar a todos, reunindo-os no centro do vilarejo. Yogohtamma se aproximou de todos e disse "Como vêem, seus esforços são inúteis para me destruir, então, eu proponho um acordo. Vocês trabalham para mim criando seus tão conhecidos homúnculos, e em troca, não serão esmagados pela minha escuridão."
Ninguém queria falar, mas todos sabiam que não tinha opção. Eles sabiam que ao criar um homúnculo, colocavam nele um pouco de sua energia vital. Sabiam que Yogohtamma queria matá-los lentamente, mas preferiam morrer assim do que pelas mãos dele. Acabaram por aceitar.
Dias e noites criando um exército de homúnculos, tendo as energias vitais sendo sugadas lentamente. Ao final da criação de cada homúnculo, Yogohtamma se aproximava e tocava a testa dele. O motivo disso ninguém sabia, mas com certeza era algo ruim. Enfim, estava pronto. Um exército colossal de homúnculos, prontos para matar. E uma fonte de energia tão grande como essa foi rapidamente percebida, tanto no plano celestial onde Yami e os outros anjos viviam, quanto no submundo, que era a casa de Zaluth.
Os temores dos arcanjos fora confirmado. Yogohtamma havia voltado e com a intenção de se vingar e matar tudo e todos que haviam lhe barrado anteriormente. Eles foram enviados novamente à Terra, mas dessa vez com pequenos reforços: a outra irmã de Zaluth, Selenya, Arcanja da Morte e Onorc, o Anjo do Tempo. Onorc era um anjo especial, pois possuía a habilidade de controlar o tempo como bem entendesse, mas somente por um período.
Chegando ao vilarejo, avistaram de longe um vasto exército de homúnculos. Nenhum deles entendia o motivo daquilo tudo. Quando chegaram perto do vilarejo, logo avistaram o exército de homúnculos, que avançou para eles como uma onda carregada de morte. Lutaram ferozmente, mas os cinco nem tiveram esforços para derrotá-los.
- Esses homúnculos estão vindo do vilarejo. Os alquimistas estão querendo nos matar? - disse Selenya
- Não pode ser, uma quantidade tão grande assim de homúnculos os mataria, pois necessitam da energia vital do criador. É melhor entrar lá e investigar - disse Onorc
A essa altura, já tinham destruído todos os homúnculos, mas ao se aproximarem do vilarejo, mais uma onda imensa apareceu, dessa vez muito mais mortíferos.
Continua...
Cartinha aos leitores:
Hai, minasama!
Aqui quem fala é a Naomi, a responsável pelo blog aqui. ^^'
Desculpa pela demora dessa postagem!!!
Meu computador foi pra manutenção e blá, blá, blá, blá...
Mas num tô aqui pra me explicar, tô aqui pra falar sobre algumas novidadezinhas que começarão a surgir por aqui.
Primeiramente, estamos transformando nossa fanfic num livro (em *.pdf) e, talvez, (ka-ham, TALVEZ), colocaremos à venda. A outra novidade por aqui... Aaah, é surpresa! Se eu contar estraga tudo! Mas fiquem de olho nos nossos Extras, que eles vão começar a ficar interessantes!
Beijos pra quem lê o blog e é fã O.^~*
Naomi
quinta-feira, 5 de junho de 2008
2.3 - A Nova Ordem da Alquimia
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