sexta-feira, 28 de março de 2008

2.1 - Uma Nova Ameaça...

Sentado em uma janela, em um canto isolado de uma sala escura, um arcanjo exausto e abatido relembrava os momentos mais preciosos vividos ao lado de sua irmã. Zaluth, agora, era um renomado arcanjo, conhecido por todos por ser o Arcanjo da Morte mais valente, por ser o Arcanjo da Morte que derrotou Yogohtamma, porém, solitário. Menfiz era sua melhor companhia. Suas emoções se confundiam entre a perda de Menfiz e a derrota de Yogohtamma. Dor e ódio se confundiam com alívio e alegria. Sentado na janela, olhando em direção ao horizonte, o arcanjo conseguia ouvir a comemoração de Yami e dos outros arcanjos na copa da casa. Empunhando sua foice, ouvindo a comemoração, Zaluth percebeu que, dali em diante, muita coisa iria mudar. O arcanjo repousou sua arma e adormeceu.
A porta da sala escura se abriu, levando uma pequena brisa ao encontro do arcanjo solitário. Era Winca, que havia dado falta de Zaluth na comemoração. Ela olhou para o arcanjo e sorriu. Seu coração podia sentir a dor de Zaluth pela perda de Menfiz. Com lágrimas nos olhos, Winca se lembrou dos momentos que Zaluth e Menfiz passaram juntos. Ela olhou novamente o arcanjo e se retirou.
Zaluth nem se dera conta de que Winca esteve por lá. Ele estava sonhando. Sonhava que Yogohtamma havia voltado e que estava à procura de algo ou alguém que conseguisse lhe ajudar a recuperar seu corpo. Zaluth sonhava que Yogohtamma estava incorporado em alguém. Mas quem? Havia uma fumaça que cobria seu rosto e que não o deixava enxergar a quem pertencia o corpo. O arcanjo despertou com Yami ao seu lado, lhe chamando para ir jantar com todos. Zaluth estava certo de que aquele, não era um sonho comum. Ainda mais para uma pessoa como ele, que nunca se quer havia sonhado. De certa forma, ele sabia que Yogohtamma ainda não havia morrido. "Besteira, Yogohtamma morreu. E nunca mais irá voltar." disse Yami. "Será?" respondeu Zaluth enquanto seguia para a copa.
Distante dos arcanjos, a vila de alquimistas estava em festa. Todos comemoravam a derrota de Yogohtamma e ao retorno de Senlith. O jovem alquimista se desculpou com o povoado, dizendo-lhes que foi um grande erro não ter ouvido os conselhos que haviam lhe dado. Todos o perdoaram e organizaram uma grande festa.
Senlith ainda se sentia cansado, depois de tudo o que ocorrera. Pediu desculpas e saiu da festa. Foi para casa, descansar. Enquanto se preparava para dormir, Senlith sentiu algo estranho. Foi à cozinha pegar um copo de água e desmaiou à beira da pia.
Quando acordou, estava na floresta vizinha da vila. Assustado e sem lembrança nenhuma de como havia chegado ali, correu para a vila. Perto da saída da floresta, Senlith sentiu um cheiro forte de queimado e uma fumaça cobrindo parte da floresta. Quando chegou à vila, seus olhos não acreditavam no que via. Diante deles, passava uma cena de caos e destruição. Senlith viu muitos dos seus amigos caídos. Viu os moradores se refugiando para a floresta. Casas em chamas, destruídas. Pessoas tentando sair de suas casas, tentando fugir. "Por quê? Por quê?" pensava Senlith. "Por que tudo isso? Por que tanto sofrimento? Quem é o autor disso?". Em meio aos seus pensamentos e dúvidas, um único nome passou pela sua cabeça. Era, com certeza, a resposta de tudo. Porém, a menos viável. "Não pode ser... Impossível...". Seus olhos se arregalaram e as mãos tremiam. "Yogohtamma... não morreu?!?". Este foi seu último pensamento, antes de acordar à beira da pia.

Continua...

Um comentário:

†.Victor.† disse...

Foooodaaaaa *--*

tah fikndu mais lokoo xP

esperandu mais \o/